EU TINHA UM PATO

Eu tinha um pato.
O meu pato morreu.

E ele fodeu-a na casa de banho, contra a parede.

Queria ser cisne.
Queria voar entre a realeza.

E ela gostou de ser fodida por ele, contra a parede.

O pato era actor.
Assim fingia no palco que era cisne.

Nenhum deles sabe onde fica agora a parede.

O pato que queria ser cisne.
O pato que se atirou contra a parede.

E, pasmem-se os deuses!,
morreu.