Armindo Mendes de Carvalho (Alcaide, 1927–Lisboa, 1988) foi poeta, dramaturgo e crítico português com uma voz satírica e irónica dentro da literatura e do teatro do século XX. Publicou A 10ª turista (1972) e esteve ligado a grupos teatrais como a Casa da Comédia e o Teatro Estúdio de Lisboa, colaborando em revistas e jornais com poemas, artigos e ensaios sobre literatura e artes plásticas. Também adaptou peças, como Jesus Cristo em Lisboa em parceria com Alexandre O’Neill, levada à cena em 1978 pela Companhia de Teatro Popular no Teatro São Luiz.
Categoria: Poesia
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Poemas e Cartas de Mário de Sá-Carneiro
Mário de Sá-Carneiro (1890–1916) foi poeta e prosador português, figura central da Geração de Orpheu e do modernismo. Intensamente sensível, inquieto e atormentado, explorou a identidade, a angústia existencial e o desespero em versos e prosa que queimam com emoção e lucidez.
A sua obra, curta mas poderosa, reflete uma vida em ruptura com a norma, marcada pelo excesso, pela paixão e pela consciência da finitude. Sá-Carneiro escreveu para sentir e para expor a profundidade do eu, deixando uma marca indelével na literatura portuguesa.
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Poemas de António Nobre
António Nobre (1867–1900) foi poeta português, sensível e melancólico, símbolo do romantismo tardio e da saudade. Fragilizado pela saúde e pela vida, transformou dor, solidão e nostalgia em versos delicados e intensos.
Escreveu apenas um livro, Só, mas nele cabem universos inteiros de emoção. Nobre não se perdeu em grandiloquência: cada poema é íntimo, quase confidencial, mas ressoa a fragilidade e a beleza humanas de forma inesquecível.
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Poemas de Fernando Pessoa
Fernando Pessoa (1888–1935) foi poeta, escritor e ensaísta, um dos maiores nomes da literatura portuguesa e do modernismo mundial. Mestre da heteronímia, criou múltiplas vozes com vidas, estilos e pensamentos próprios, explorando a identidade, a dúvida e a solidão.
Pessoa não escreveu para agradar: escreveu para investigar a alma, a consciência e o sentido da existência. A sua obra é labirinto, espelho e desafio — poesia e prosa que continuam a confrontar leitores com a complexidade do humano e do infinito interior.
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Poemas de Álvaro de Campos
Álvaro de Campos é o heterónimo mais explosivo de Fernando Pessoa. Engenheiro de formação, poeta por excesso, escreveu com fúria, vertigem e lucidez brutal sobre a modernidade, a máquina, o tédio, o desejo e o vazio.
Campos não procura equilíbrio: vive em sobrecarga. Oscila entre o delírio futurista e a depressão metafísica, entre o grito e o cansaço absoluto. A sua poesia é um diagnóstico impiedoso do homem moderno — acelerado, fragmentado, insatisfeito.
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Poemas de Carlos Drummond de Andrade
Carlos Drummond de Andrade (1902–1987) foi o poeta mais influente do modernismo brasileiro. Irônico, melancólico e profundamente humano, escreveu versos que misturam o cotidiano, a política e a reflexão sobre o tempo e a solidão.
Drummond não buscava adornos: sua força está na clareza e na precisão da palavra, na capacidade de tornar o banal eterno e o íntimo universal. A sua poesia fala sem rodeios, corta sem ferir à toa e continua a marcar gerações.
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Poemas de João de Deus
João de Deus (1830–1896) foi poeta e pedagogo português, conhecido sobretudo pelas Cartas de João de Deus e pelo Romanceiro. Mestre na arte da linguagem simples e musical, tornou a poesia acessível e profunda ao mesmo tempo.
Além de poeta, revolucionou o ensino da leitura e da escrita em Portugal, criando métodos didáticos que chegaram a milhares de crianças. A sua obra combina sensibilidade, lirismo e um olhar atento sobre a vida rural e humana, mantendo-se viva pela clareza, emoção e força da palavra.
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Poemas de António Gedeão
António Gedeão, pseudónimo de Rómulo de Carvalho (1921‑1997), foi químico e poeta. Professor de dia, criador de versos à noite, juntou ciência e humanidade como ninguém. Poema de 7 Faces tornou-o imortal na literatura portuguesa: filosofia, ciência e rebeldia contidas em rimas que desafiam o tempo. Não escreveu só sobre átomos e equações; escreveu sobre nós.
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Poemas e Textos de Almada Negreiros
Almada Negreiros (1893-1970) foi artista total e provocador profissional. Pintor, escritor, ensaísta, futurista, agitador cultural. Não seguiu escolas: partiu-as. Trouxe o modernismo a murro para Portugal, escreveu manifestos, fez escândalo, desenhou, pintou, coreografou ideias.
Acreditava na inteligência, desprezava a mediocridade e viveu como quem está sempre em guerra contra a inércia. A sua obra não pede respeito: exige atenção. -
João Airas de Santiago
João Airas de Santiago (séc. XIII) foi trovador galego-português, clérigo e uma das vozes mais afiadas da poesia medieval ibérica. Escreveu cantigas de amor, de amigo e, sobretudo, de escárnio e maldizer — sátira direta, mordaz, muitas vezes cruel.
Não era poeta de corte: era poeta de ataque. Usava a palavra como lâmina contra hipocrisia, poder e costumes.
