Vermelho

Estive a pensar e cheguei a uma conclusão fascinante: a minha cor preferida, é mesmo o vermelho. Nos lábios, nas costas, nas ancas, nas unhas, por de baixo das unhas. É, de facto, eu gosto muito de vermelho.

Entretanto, refiz o pato, entre rituais de macumba e danças álcoolicas. Leva-lo-ei no meu regresso, dentro da mala que me fica sempre demasiado vazia, nunca percebo bem porquê. Deixei de me interessar se este ficaria ou não perfeito, fi-lo e pronto. E assim será a carne futura, também.

Quanto ao dias, esses, são passados a palavras de ferro e tédio de fogo. Sinto-te falta, mesmo que te veja, continuamente, sem cesar, todos os dias. Há espinhos neste longo caminho, neste longo deserto que haveria de se atravessar num ápice, houvesse teletransporte. Mas não há, e a TAP terá de chegar.

Uma vez lá, aí sim, mesmo sabendo, no fundo, que não, cometer a insanidade, de sermos, quase, felizes.

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