pela janela de madeira da casa-de-banho onde cresce uma alga na sanita, que agora já não se vê. Sei que estes são os últimos dias de um permanecer nunca desejado, antes obrigado.
Antevê-se o prometido regresso à civilização, deixando para trás feitiços e comedores de carne adormecidos. Voltando às luzes amarelas, sempre doentes, do meu Porto que se vai regenerando, com obras e novas estradas e passeios, prontos para os que neles caminham, se continuem a perder.
Não houvesse o rosnar da incerteza, e não seria o ínicio de uma viagem. Atravessar o deserto sem lhe tocar, sobrevoar as minhas terras, até ao regresso do meu buraco, o meu antigo covil suficientemente disfarçado de casa de pessoas sérias, que simplesmente teve festarolas estranhas, onde se houve pouco ruído e muitas garrafas vazias no dia seguinte no lixo.
Depois, procurar novo covil, não muito distante, mas com uma mesa de Xadrez em frente à janela e muitos livros, em cima da mesa.