Exercício de Memória

Estou de volta ao covil, num topo que nem é tão alto quanto isso, assisto a noites frias que acabam demasiado cedo pelos compromissos, ditos, irritadiços.
Hoje permito-me a um vasculhar das coisas velhas, das caixas e caixotes. Dos livros que nunca acabam, quase suficientes, já, para construir uma casa, das grandes, fossem eles alinhados como paredes.

Existem Doors sussurrados aos ouvidos e o meu caro Axel, por perto. Prepara-se a estabilidade para começar novas quedas, sempre desamparadas.

Come on baby, take a change with us.

Existe demasiado frio para os insectos, que não as aranhas, embora estas não o sejam, efectivamente, sairem ao frio. Mas o pavor deles está presente, trabalhado, constantemente. Quando digo “são dois cafés”, quando lavo pratos com água gelada ou quando fodo em sonhos. O terror referido, mantém-se, invulgarmente, presente.

Snakes… of prey.

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