E agora, sem medo nem segredos,
eis a menor mentira da minha verdade!
Desde tenra e fraca idade, que finjo ser.
E é um vício, uma garrafa que não termina,
uma dança elegante que acaba com os cornos,
na latrina, quase concubina, de vómitos.
Ninguém sabe, de facto, brincar ao murros,
nem morder como cães, nem sorrir com os furos
das agulhas.
Ninguém sabe sangrar em honra da alegria,
fazer de cada amanhecer manhã sombria,
quase, quase doentia de ressaca baca.
Rio-me do vosso medo.
E creio que, efectivamente, já estou ligeiramente,
fodido.
Por crescer ou já envelhecido,
existo com a cabeça sem juízo,
com o corpo a pagar, a sofrer,
eu consumo mais do que preciso.
Variações, são falsas visões,
e eu, também, estou além.