Era 2.2

Há menos brilho nos dias, repletos de demasiada luz. Humidade podre, abafada pelo calor de um sol doente. Esqueci os poetas e a sua falsa esperança de sentir utopias, abafei com dois socos a vontade de ser mais.

Ergo, orgulhosamente, a cabeça de carneiro mal-morto, a tresandar a lobo. Estou, no fundo, pronto a encarar o matadouro, como porco limpo que sou. Que se foda a lógica, que se foda a sempre certa racionalidade. Uma nova, suja e doente Era.

E agora que cessem as promessas, as previsões e se iniciem as nunca-vistas maldições. Esta, garanto-vos, será uma era governada, sensatamente, pelo caos.

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