Numa sala escura, em tudo semelhante a uma cave. Não há lugar para ventilação e há cheiros carregados pelo fumo em excesso difíceis de reconhecer. Inicia-se um ruído. Uma nota solta, prolongada e distorcida conforme a cruel electricidade requer.
Iniciam-se as notas, uma a uma, com o som previamente ordenado a arrancar a pele dos que o enfrentam. Como num caminhar de procissão, a marcha do som segue lenta e pesada como os passos de um funeral. Os olhos percebem mudança, com um decrescer, um abrandar do andamento. Gritos, de tormento!, irrompem pelo espaço.
Sem nome, sem deus, sem outra direcção que não o fundo. Queres vir?