“Os Pensamentos de Arthur Schopenhauer consistem numa coletânea de pensamentos ditos pessimistas, que dizem a respeito à vida humana, sendo regida pela vontade, e sendo esta última uma espécie de Deus panteísta, que está presente em todos os humanos, que necessita sobreviver, usando-se do desejo sexual para se reproduzir e multiplicar; e devido ao desejo de sempre querer mais, a vontade acaba levar ao sofrimento humano, pois o homem nunca será satisfeito com uma única coisa”.
A assimilação de informação acaba por lubrificar o raciocínio feito previamente, preposiadamente, isolado de influências exteriores. Passam-se semanas sem escrever uma só palavra, para que venham, numa certeira e prevista overdose.
Depois do desejo de seguir em direcção ao mar, para morrer, vendo num último respirar, como se simples fosse, a humanidade a arder, concentrar agora, de novo, nela. Na sua apaixonante podridão escondida por maquiagem, na sua inevitável queda.
Não interessa, ainda assim, toda a humanidade. Essa, ó essa, está mais do que perdida no censo comum que todos crêem não ter.
Quero apenas concentrar-me nos que ficaram de fora, os que vagueam pelas ruas de um mundo que nunca foi deles, à procura de mais uma pergunta sem resposta apenas porque lhes agradar o questionar. Procuro aqueles que serão capazes de ouvir, sem rir ou chorar, as palavras de um reverendo semi-cego, pelas visões que teve no Sul.
