Há energia suficiente no desmoronamento das paredes
que caiem depois da missão cumprida,
permanente pena de prisão perpétua.
Não sais mais daqui!
E a carcaça nada tem, para além
de ossos riscados e pele presa por nagalhos velhos.
Os relógios com as perninhas e bracinhos,
riem que nem desalmados no limbo.
É-lhes a vitória, garantida como o ar,
que queimam.
Os braços prendem. As pernas tropegas.
Os dentes que já nada serram, serrados.
A águia fode com o leão,
num símbolo fálico sujo de merda de pombas.
E rolas, piolhosas.
E as paredes caiam, num último anúncio
de missão cumprida.
Sem escape, e sem escalpe, não escapo
do tédio.
