Armindo Mendes de Carvalho (Alcaide, 1927–Lisboa, 1988) foi poeta, dramaturgo e crítico português com uma voz satírica e irónica dentro da literatura e do teatro do século XX. Publicou A 10ª turista (1972) e esteve ligado a grupos teatrais como a Casa da Comédia e o Teatro Estúdio de Lisboa, colaborando em revistas e jornais com poemas, artigos e ensaios sobre literatura e artes plásticas. Também adaptou peças, como Jesus Cristo em Lisboa em parceria com Alexandre O’Neill, levada à cena em 1978 pela Companhia de Teatro Popular no Teatro São Luiz.
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Freud-se, doses curtas de Sigmund Freud
Sigmund Freud (1856–1939) foi médico, neurologista e o pai da psicanálise. Criou teorias sobre o inconsciente, os sonhos, a sexualidade e os mecanismos de defesa que mudaram para sempre a forma de entender a mente humana.
Freud não inventou respostas fáceis: provocou, dividiu opiniões e construiu um método — análise, interpretação, introspeção — que ainda domina psicologia, literatura e cultura popular. Escreveu sobre desejos, traumas e conflitos internos com coragem clínica e audácia intelectual.
Polémico, genial e obsessivo, Freud continua central porque mostrou que o que não vemos muitas vezes governa o que fazemos.
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Poemas e Cartas de Mário de Sá-Carneiro
Mário de Sá-Carneiro (1890–1916) foi poeta e prosador português, figura central da Geração de Orpheu e do modernismo. Intensamente sensível, inquieto e atormentado, explorou a identidade, a angústia existencial e o desespero em versos e prosa que queimam com emoção e lucidez.
A sua obra, curta mas poderosa, reflete uma vida em ruptura com a norma, marcada pelo excesso, pela paixão e pela consciência da finitude. Sá-Carneiro escreveu para sentir e para expor a profundidade do eu, deixando uma marca indelével na literatura portuguesa.
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Poemas de António Nobre
António Nobre (1867–1900) foi poeta português, sensível e melancólico, símbolo do romantismo tardio e da saudade. Fragilizado pela saúde e pela vida, transformou dor, solidão e nostalgia em versos delicados e intensos.
Escreveu apenas um livro, Só, mas nele cabem universos inteiros de emoção. Nobre não se perdeu em grandiloquência: cada poema é íntimo, quase confidencial, mas ressoa a fragilidade e a beleza humanas de forma inesquecível.
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Poemas de Fernando Pessoa
Fernando Pessoa (1888–1935) foi poeta, escritor e ensaísta, um dos maiores nomes da literatura portuguesa e do modernismo mundial. Mestre da heteronímia, criou múltiplas vozes com vidas, estilos e pensamentos próprios, explorando a identidade, a dúvida e a solidão.
Pessoa não escreveu para agradar: escreveu para investigar a alma, a consciência e o sentido da existência. A sua obra é labirinto, espelho e desafio — poesia e prosa que continuam a confrontar leitores com a complexidade do humano e do infinito interior.
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Poemas de Álvaro de Campos
Álvaro de Campos é o heterónimo mais explosivo de Fernando Pessoa. Engenheiro de formação, poeta por excesso, escreveu com fúria, vertigem e lucidez brutal sobre a modernidade, a máquina, o tédio, o desejo e o vazio.
Campos não procura equilíbrio: vive em sobrecarga. Oscila entre o delírio futurista e a depressão metafísica, entre o grito e o cansaço absoluto. A sua poesia é um diagnóstico impiedoso do homem moderno — acelerado, fragmentado, insatisfeito.
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Poemas de João de Deus
João de Deus (1830–1896) foi poeta e pedagogo português, conhecido sobretudo pelas Cartas de João de Deus e pelo Romanceiro. Mestre na arte da linguagem simples e musical, tornou a poesia acessível e profunda ao mesmo tempo.
Além de poeta, revolucionou o ensino da leitura e da escrita em Portugal, criando métodos didáticos que chegaram a milhares de crianças. A sua obra combina sensibilidade, lirismo e um olhar atento sobre a vida rural e humana, mantendo-se viva pela clareza, emoção e força da palavra.
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Poemas de António Gedeão
António Gedeão, pseudónimo de Rómulo de Carvalho (1921‑1997), foi químico e poeta. Professor de dia, criador de versos à noite, juntou ciência e humanidade como ninguém. Poema de 7 Faces tornou-o imortal na literatura portuguesa: filosofia, ciência e rebeldia contidas em rimas que desafiam o tempo. Não escreveu só sobre átomos e equações; escreveu sobre nós.

