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As Cantigas de Santa Maria

As Cantigas de Santa Maria são um conjunto de quatrocentas vinte e sete composições em galego-português. Encontram-se repartidas em quatro manuscritos, um deles na Biblioteca Nacional da Espanha (Codex To, por Toledo), dois no Escorial (Codex E e T) e o quarto em Florença (Codex F).

Existem dúvidas sobre a autoria direta do Rei Afonso X, o Sábio, mas ninguém duvida da sua participação direta como compositor em muitas delas. Walter Mettmann, autor duma edição crítica dos textos das Cantigas[1], crê que muitas delas podem ser atribuídas ao poeta e trovador galego Airas Nunes, e que Afonso X teria escrito oito ou dez delas.

As Cantigas de Santa Maria são divididas em dois grupos:

As “Cantigas de Nossa Senhora”, nas quais o tema é formado por louvores à Virgem e é um verdadeiro compêndio de histórias, milagres, e relatos relacionados com a Virgem, quer pela sua intervenção direta, quer pelos amores místicos que a sua figura gera nas almas piedosas.

E um segundo mais reduzido (pois são as cantigas cujo número de ordem é múltiplo de dez), são as cantigas de loor (louvor), poemas mais sérios, profundos, quase místicos, nos quais, em lugar de cantar os milagres da Virgem, reflete sobre ela, como numa oração. Estas adoptam a forma de hinos sagrados como os que se interpretavam na liturgia, mas que serviram ao mesmo tempo de treinamento literário e musical nas cortes palacianas e festas profanas, e que daí eram transmitidas pelos jograis.

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