Skip to content

O Rei português que serrou um padre ao meio

Rei de Portugal por uma década, Pedro I é conhecido p’lamor a Inês de Castro, Mas o dito tinha outros nomes: “o Justo”, “o Cruel” e “o Justiceiro”, isto porque era de seu costume passear por Portugal levando, muitas levas pela própria mão, justiça. E foi precisamente o que fez a um paróco acusado de violar uma mulher.

Os cronistas fazem menção a um defeito de gaguez e, no foro psíquico, a “paixões exaltadas e violentas, cóleras explosivas e perversões várias”; é igualmente caracterizado como um amante da festa e da música, cantando e dançando por Lisboa ao som de “longas” com os populares.

Pedro I será mais conhecido por ter mandado arrancar o coração dos homens que assassinaram a sua amante Inês de Castro e por supostamente ter exigido que beijassem o seu cadáver estando ela sentada no trono. No entanto, reza a lenda que foram muitos mais os episódios de violência.

Em Santarém, por exemplo, depois de saber que um filho teria atacado com uma faca o pai, o rei fez chamar toda a família. Não acreditando que um filho legítimo pudesse fazer tal coisa ao seu pai, lá acabou com a confissão da mulher dizendo que teria sido violada por um frade confessor.

No dia seguinte, D. Pedro foi ouvir missa na igreja onde em tempos ocorrera a violação. Concluída a cerimónia, mandou chamar o religioso e mandou meter o violador num caixote e… serrá-lo ao meio.

Ainda com o Clero, ficou famoso um episódio com o Bispo do Porto. Constou a D. Pedro, sem ter provas, que o prelado mantinha relações íntimas com uma mulher casada. Tanto bastou para que entrasse pelo paço episcopal e, pegando no chicote, o punisse à chicotada dentro da igreja.

De outra vez, ao saber que uma mulher enganava o marido, condenou-a à morte. E de nada valeu ao enganado implorar de joelhos o perdão da esposa, que decerto amava. O rei tinha decidido, estava decido.

E o mesmo acontecia a quem lhe era próximo. Segundo Fernão Lopes o rei teve uma assolapada paixão pelo escudeiro Afonso Madeira, ao qual “amava mais do que se deve aqui dizer”.

Para mal dos seus pecado, o escudeiro arranjou uma amante de nome Catarina Tosse. Ao descobrir, o rei “mandou-lhe cortar aqueles membros que os homens em maior apreço têm, de modo que não ficou carne até aos ossos que tudo não fosse cortado”.

Afonso, segundo Lopes, foi tratado, “curou-se, engrossou nas pernas e no corpo e viveu alguns anos engelhado de rosto e sem barba e morreu depois de sua natural morte”.

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *